15.08
2010

Pesquisadores querem que remédios contra colesterol sejam servidos junto com fast-food.

Quando acho que já vi de tudo, pesquisadores britânicos ( sempre eles ) trazem a luz no fim do túnel para os viciados em fast food. Querem “injetar” estatinas nos pedidos feitos nas principais redes.

A justificativa é de que a droga inibe a produção de uma enzima responsável pela formação de colesterol no fígado. Ou seja, mantenha sua porcaria de hábito alimentar e nós da indústria farmacêutica lucraremos e traremos um alento para seu prazer  e sua vida bizarra.

Felizmente, nem todos pensam da mesma forma e o diretor da Fundação Britânica do Coração, disse em entrevista ao jornal Daily Mail que “as estatinas são remédios para pessoas com doenças cardíacas ou com grandes riscos de desenvolvê-las. Não são comprimidos mágicos”.

Um alento ? Acredito que não, pois quando se tem muito dinheiro em jogo, torna-se difícil a guerra.

A realidade no futuro será essa:

Passaremos o dia pregados em frente à TV, sairemos para almoçar um sanduba com uma pitada de estatina, tomar um refrigerante com uma dose de emagrecedor e a tarde colocaremos uma cinta modeladora. À noite, antes de dormir, uma toalha emagrecedora.

Bem, pensando melhor, o futuro não parece tão distante. Já estamos doentes. Da cabeça !

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2 horas depois de publicar o post acima, encontro isso:

Bebida que promete curar efeitos da ressaca chega a SP em setembro.
Fonte
Pois é.


14.08
2010

Corredor, confira as provas que iremos participar até o final do ano.

19/09 – Circuito das Estações – etapa primavera.

07/11 – Eco Run Braskem de revezamento.

13/11 – Corra p/ Balada.

05/12 – Volta da Pampulha

11/12 – Corrida Noturna Litoral Norte – Costa do Sauípe

Planeje-se !



14.08
2010



12.08
2010



10.08
2010



09.08
2010



08.08
2010

Uma prova sensacional, mais uma vez, neste domingo no Jardim de Alah em Salvador. A previsão de chuva, que rondava a terrinha pelos últimos dias não se concretizou e conseguimos ter um excelente evento.

Com todos motivados, tivemos muitas suspresas.

Cenira realizou sua segunda prova e o que ela mesmo dizia parecer impossível, está acontecendo. Perto de completar 1 ano na Marathon, está de parabéns pela disciplina e determinação.

Tainá, nossa mascote, segue o mesmo caminho. Com 16 anos está, junto com a tia, no mesmo embalo. Não falta um treino e já participa da sua segunda prova.

Fernanda caiu do céu este domingo. Poucos a conhecem, pois nunca vai aos sábados, mas tomou coragem e fez a inscrição. Foi a primeira de muitas.

E o que dizer do pelotão da “Elite” ? Os super alunos, a 5 anos na Marathon, resolveram pisar no freio e curtir uma prova diferente. Estão com metas maiores e realizaram uma corrida sem preocupação.

Sem sombra de dúvidas, ainda mais divertido.

Ah! Um agradecimento especial a Robinson, que estava de molho, mas tirou fotos muito legais. Clique aqui e veja por outro ângulo.

Como a perfeição em provas de rua está longe de chegar à Bahia, não custa salientar que a Transalvador foi um fiasco mais uma vez e quase estraga uma prova maravilhosa. Alguns carros conseguiram invadir as ruas de um circuito fechado. Lamentável.

Clique aqui e confira todas as fotos de mais este belo dia e aqui para os resultados.

Na dúvida em correr ? Ainda não participou de nenhuma prova ? Não sabe o que está perdendo.

Para participar da etapa da primavera, clique aqui ou entre em contato comigo através do contato@marathonclub.com.br.



05.08
2010

Foi preciso perder uma pessoa muito querida, no ano passado, para descobrir o que eu custei a entender: nem tudo depende de mim.

No auge do medo da perda, é claro que a gente dobra a disposição para fazer tudo que parece estar ao alcance. Telefona para o médico toda hora, procura especialista em outra cidade, pesquisa terapias alternativas, inventa as próprias soluções, pede ajuda aos parentes, reza para todos os santos, troca informações em redes sociais, discute com os enfermeiros… Mas acontece de chegar o momento em que nada mais resolve. O momento da temida e dura entrega, da aceitação de que o poder já não está conosco – se é que esteve algum dia.

De lá para cá, tenho estado mais atenta ao que eu não posso mudar. Percebi que minha irritabilidade, antes constante, se devia em grande parte à mania de querer manter tudo sob controle. Sob o meu controle. Eu achava que era assim que eu tinha de agir: antecipando todos os problemas que tinham chance de acontecer, me precavendo, criando regras para tudo funcionar. E o mais grave é que eu acreditava que antes de tudo tinha de controlar a mim mesma. Vivia como um soldado obediente ao general, mas ambos eram eu. Como quase nada saía como previsto, estava sempre me irritando com os resultados imperfeitos. Chato e desnecessário, hoje sei.

Decidi que muita coisa não está e não deve estar sob as minhas ordens. Relaxei. Passei a saber que não preciso ter tempo para fazer tanta coisa, já que o dia tem 24 horas e não existe mesmo tempo para todas as coisas que eu costumava achar que tinha de fazer. Desconfio que é mais importante dar-me menos coisas para fazer – para ter mais o que fazer com as coisas que já tenho.

Era comum eu partir para a briga antes mesmo de o conflito surgir: eu o antecipava. Achava que brigando conseguiria o que me era de direito. Fracassei. Hoje estou experimentando aceitar algumas derrotas, depois entender melhor o adversário para então mudar as estratégias de defesa e ataque. Já sei que não vou ganhar sempre, e já não me maltrato tanto por isso.

Se sei que não vou ganhar, poupo energia e evito brigar à toa. Exercito a paciência. Convenço-me de que, desta vez, o resultado não depende de mim. E reservo disposição para o que só eu posso fazer. E é aí que está o ganho no que parece ser uma perda: poder fazer o que a gente realmente deve, porque não perdeu tempo com o que não precisava.

Sabe aquela propaganda que mostrava várias coisas que “não têm preço”, e que para todas as outras você tinha o cartão de crédito tal? Pego emprestado o argumento para expor o meu. Convencer a loja de móveis planejados a entregar a mercadoria no prazo prometido? Não depende de mim. Acordar muito-cedo-e-sem-dor-de-cabeça na sexta-feira para fazer exercícios tendo trabalhado muito e dormido pouco a semana toda? Não depende de mim. Para todas as coisas que dependem de mim, posso e devo usar toda a minha disposição, a minha disciplina e minha vontade de me aperfeiçoar.

Uma delas é, em parte, minha saúde. Há aspectos da minha saúde que sou eu que controlo, e outros que talvez um dia eu descubra que fogem completamente ao meu poder, como aconteceu com aquela pessoa que foi embora. Eu posso controlar minha alimentação, então me dedico a fazer compras cuidadosas toda semana e a preparar algumas receitas com antecedência para ter comida saudável e gostosa em casa sempre. Enquanto sou relativamente jovem, posso controlar minha postura e a dureza da minha musculatura estando atenta aos meus movimentos e praticando os exercícios certos regularmente. Também posso controlar o meu descanso, dosando minhas atividades com minhas horas de sono e relaxamento, então procuro equilibrar minha agenda para não exagerar nem de um lado nem de outro.

Eu acredito, hoje, que o estresse vem antes de tudo da confusão que fazemos do que depende e do que não depende de nós. Gastamos tubos de energia nos dedicando ao que não podemos controlar, e deixamos de lado muitas coisas que só funcionam se assumirmos a responsabilidade sobre elas. Eu convido você a refletir sobre as responsabilidades que anda assumindo e o peso que anda carregando nas costas. Esse peso todo lhe pertence, ou está na hora de se livrar de algumas tralhas? Tudo que lhe pertence está aí, seguro no seu colo, ou alguma coisa importante foi abandonada? Procure descobrir o que depende só de você, e assuma a solução. Meu palpite: será um alívio.

Francine Lima
Repórter de ÉPOCA, escreve
às quintas-feiras sobre a busca da boa forma física.