02.10
2009
2009
Os pessimistas vão dizer que é hipocrisia uma OlimpÃada em nosso PaÃs. Os educadores vão reclamar, pois sequer temos uma base esportiva e estrutural para a formação de cidadãos. A oposição vai abrir uma CPI e a Dilma vai surfar nessa onda.
E eu com isso ? Em 2016 estarei com 33 anos e curtindo cada lance deste momento histórico. E você, seguirá qual caminho ?

Live your Passion























Grande Alê!
Longe de mim querer esfriar o seu estusiasmo. Mas, vejamos por outro aspecto o significado dessa escolha:
O Brasil terá que investir R$ 26 bilhões de reais nessa empreitada a preços de hoje. Sabemos muito bem que sempre haverá valores a mais a serem adicionados, como ocorreu no Pan 2007. Agora imagine o que poderia ser feito no Pais inteiro com essa dinheirama. Melhorar as estradas, a saúde , educação, habitação, transportes, segurança, além das estruturas das grandes cidades brasileiras. Olhe que estou falando do PaÃs inteiro e não beneficiar somente uma cidade como prometem para o Rio. A Copa do Mundo de Futebol, pelo menos atinge 12 cidades brasileiras e o envolvimento com os patrocinadores é bem maior que uma olimpÃada, por se tratar do esporte mais popular do planeta. Considero essa posição do governo do Brasil uma inversão de valores, quando as prioridades da nação não são levadas em conta. Espero que pelo menos esses 26 bilhões acabem com as favelas do Rio, o tráfico de drogras e a criminalidade existente. É aquela história do cidadão que mora numa favela, mas em compensação possui um carro, uma TV de plasma e celular de última geração. O Brasil precisa primeiro resolver os seus problemas crônicos prá depois pensar em gastar em eventos dessa natureza. Veja Madrid, por exemplo: Lá não existem favelas nem a pobreza que existe no Brasil. 80% das obras necessárias para os jogos olÃmpicos já estavam prontos. No Pan 2007 prometeram ampliar as linhas do metrô e nada fizeram. O estádio do Engenhão tem a maior dificuldade de vias de acesso. O parque aquático Maria Lenk está sub utilizado, para não dizer abandonado. Enfim, acho que falta seriedade aos nossos governantes.
Pense nisso!
Acredito que os fatores citados por Olympio são verdades “absolutas”. Desvio das verbas, principalmente as públicas, ‘hiper-super’ faturamento, a visão do esporte de alta-performance como o único meio de valorização do mesmo, sendo que os fins não serão as prioridades supremas. Doppings (com novas drogas), valorização ou ‘sobrevalorização’ do melhor através das grandes potências (‘o melhor no mundo é a minha nação!’), a educação estará para o esporte e não o esporte para a educação, valores individuais vão ser ‘galgados’ (e depois das Olimpiadas?) com extremo foco, o retorno do ‘velho’ acordo com o poder paralelo nos morros cariocas,… Mas, como acreditamos nas coisas boas, entendemos que os benefÃcios vão superar as malefÃcios. A construção de quadras poliesportivas, o empenho na re-estruturação dos parques e praças como um todo, que proporcionem o lazer esportivo, a valorização da classe dos Educadores FÃsicos, sem contar o crescimento de empregos diretos e indiretos (tanto no RJ quanto em outras partes do Brasil), a reafirmação da identidade nacional, a transmissão de novas visões do PaÃs, o aumento do turismo (tomara que não seja o sexual, a pedofilia, trafico de drogas,…), dentre outras situações.
Neste quadro,
…ao menos vamos torcer para que as coisas se desenvolvam na paz e na tranquilidade!!!
Saudações Tricolores a todos!
alexxx
Obs: Olympio e OlimpÃada, tudo haver, rsrsrs
Olá Alê!
Como ex moradora da cidade maravilhosa, não posso deixar escapar a felicidade de ver uma OlimpÃada no Rio.É um paradoxo muito grande, tanta beleza e talento e tanta pobreza num mesmo lugar.O que me deixa mais indignada é que quando eventos como esse ocorrem,como brasil pentacampeão e etc é que os governantes, se aproveitando do nosso ufanismo momentâneo, elevam taxas e corrompem obras,sempre nos lesando em seu benefÃcio próprio.
Nem tão bom, nem tão mal…eu teria uma posição mais cética com relação a este ufanismo.
Como amante do esporte, não posso deixar de vibrar com a escolha do RIO como sede dos próximos jogos OlÃmpicos! Será uma sensação única ter a possibilidade de assistir aos jogos bem de perto, ver uma final de 100m, uma partida decisiva de volei ou futebol, ver as braçadas de um campeão numa piscina verdadeiramente “olÃmpica”!
Mas é ser hipócrita acreditar que isso irá mudar a realidade do esporte brasileiro!
Vivemos há mais de quinhentos anos sem uma polÃtica de incentivo ao esporte, sem apoio à s várias modalidades esportivas, sem investimentos sérios na organização de campeonatos/torneios e em espaços decentes para a prática esportiva…
Estão querendo empurrar goela abaixo dos brasileiros (o Governo, seus cupinchas e afins) a imagem de uma cidade (e um paÃs) livre de mazelas e malversação de dinheiro público…
Basta olhar para trás (nós que sempre somos acusados de ter memória curta, e parece que temos mesmo) e ver o grande “legado” dos Jogos Panamericanos: uma vila abandonada, um complexo de piscinas escoando pelo ralo e atletas de primeiro nÃvel (Diego Hipótito & cia) mendigando apoio para competir!
Essa é minha opinião.
Olympio para presidente!!
Começou……………
06.10.2009 – 09H00
TCU condena membro do Rio 2016 por gastos irregulares durante o Pan
Redação CORREIO
O chefe do comitê criado pelo governo federal para a candidatura do Rio a sede das OlimpÃadas de 2016 – e cotado agora para ficar à frente do grupo que organizará os Jogos – foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 18,4 milhões aos cofres públicos, junto com outros envolvidos na organização do Pan-Americano de 2007.
Para o TCU, Ricardo Leyser Gonçalves foi um dos responsáveis por supostas irregularidades nos gastos com o evento. Ele foi condenado em dois processos que tratam de denúncias de superfaturamento e pagamento por serviços não prestados, mas nega as acusações e diz ter recorrido para não devolver o dinheiro.
O TCU cobrou a restituição dos gastos em dois processos julgados em junho. Num dos casos, que soma R$ 2 milhões em despesas apontadas como abusivas, o tribunal viu indÃcios de superfaturamento em serviços de hotelaria e montagem de infraestrutura na Vila Pan-Americana.
De acordo com o voto do ex-ministro Marcos Vilaça, que relatou as contas do Pan, o governo pagou o equivalente a 12 horas de trabalho de eletricista e marceneiro e quase seis horas de vidraceiro para instalar cada aparelho de ar-condicionado. Em outro sinal de desperdÃcio, o contrato teria gerado uma despesa equivalente a dez dias úteis de aluguel de parafusadeira e furadeira para instalar cada persiana nos quartos da vila.
No segundo processo, em que cobra a devolução de mais de R$ 16 milhões, o TCU responsabiliza Leyser, seu assessor Luiz Custódio Orro de Freitas e a empresa Fast Engenharia e Montagens S/A por irregularidades na contratação de estruturas provisórias para o Pan. Só em serviços cuja execução não teria sido comprovada, o tribunal aponta gastos indevidos de R$ 6,8 milhões. Outros R$ 4,1 milhões teriam sido liberados em pagamentos com duplicidade.
(Com informações do jornal O Globo)
É grande Olympio!!! Isto se tornou algo tão comum que haverá mais um vez a re-abertura da pizzaria do governo.
Podemos traçar uma Ãnfima analogia com a imensa comitiva do Brasil à Dinamarca. Qual é a finalidade do presidente da Câmara dos Deputados estar na Dinamarca ? Tudo tornou-se bem ‘superfaturado’ no Brasil. É bem ‘histórico’. Tudo é motivo de uma grande festa, mas como um bom tocedor Tricolor, ainda
acredito. Lembro sempre daquela músiquinha de Norminha: “Você não vale nada, mas eu gosto de você”.
Vamos dar um pouco de crédito a este novo meio que vem para trazer transparência neste grande Evento mundial.
Abs!!!
Saudações Tricolores!!!
alexxxxx
Alex, essa é prá você! Professor de Educação FÃsica.
Falta polÃtica esportiva, sobra dinheiro público
Está em “O Globo” deste domingo:
Na cidade-sede dos Jogos OlÃmpicos, 45% das escolas públicas não têm sequer uma quadra de esportes
RIO – Professor de educação fÃsica da Escola Municipal Christiano Hamann, na Gávea, Rodrigo France transformou-se em especialista do improviso.
Como o colégio só tem um pequeno corredor para a prática de esportes, o futebol tem no máximo três jogadores de cada lado.
A rede de vôlei fica amarrada em canos e, quando algum aluno exagera na força, é torcer para o vizinho estar de bom humor e devolver a bola.
O caso reflete a realidade de 2009 da cidade-sede dos Jogos OlÃmpicos de 2016: dos 1.781 colégios públicos de ensino básico do Rio, 803 (45%) sequer têm uma quadra de esportes, segundo dados do Censo Escolar de 2008 do Ministério da Educação.
No estado, a situação é ainda pior: das 6.570 unidades, 3.871 (58,4%) não possuem instalações esportivas.
- Na capital, se muitas escolas não têm instalações esportivas, outras apresentam quadras com piso ruim, poste de vôlei enferrujado ou então falta uma cobertura. Tudo isso leva a um desperdÃcio de talentos imenso, se levarmos em conta o esporte de alto rendimento.
Mas a educação fÃsica na escola precisa de mais espaço para cumprir sobretudo seus objetivos pedagógicos.
Num exercÃcio, a criança que não consegue mudar de direção do lado direito para o esquerdo vai ter um reflexo negativo na hora de identificar letras, de diferenciar o “p” e o “b”, por exemplo – afirma Sérgio Tavares, professor de educação fÃsica da Universidade Castelo Branco, que, após pedido do Tribunal de Contas do MunicÃpio (TCM) ao Conselho Regional de Educação FÃsica, coordenou uma proposta de manual para a avaliação das aulas de educação fÃsica escolar no Rio.
Saudações Vitorianas!
É Olympio!!! A realidade é esta mesma. Só quero que imagine os Estados fora do eixo sul-sudeste. Em Salvador tivemos recentemente concurso para a educação básica, onde fui saber, tarde demais, que os professores -até aonde me consta – não foram ainda legitimados nos cargos. Mas o que adianta se duas questões primordiais – dentro da minha ótica – não são contempladas: Cultural e Estrutural, se não há uma cultura que contribua a não legitimação (diferente de legalização, pois temos a nova L.D.B. para a mesma) dos professores desta mesma área. Vimos isto na imensa defasagem tanto na falta destes profissionais nas escolas qt na sua formação.
Isto empobrece nas questões da estimulação, da fomentação, e da informação como parte tb da educação de todos os jovens. Promovendo e contribuindo -com as demais matérias- qt a percepção de uma visão mais ampla de mundo. Tb não podemos deixar de problematizar que a educação como um todo é pouco observada pelos nossos governante (veja o discurso do Sen. Cristovão Buarque apresentada no Senado no ‘dia’ do Professor). E, finalmente, a questão estrutural, que recai neste mesmo discurso.
Demonstrando a pouca vontade de se discutir uma mudança a partir da melhoria da estrutura, percebemos -guardando as devidas proporções e problemas de um sistema voltado para a extrema competitividade – que o modelo norte-americano, que estimula o esporte (lembrando que há problemas ‘gritantes’), trabalha a cidadania. Entre outros, a visão de que é possÃvel tornar-se capaz de desenvolver no jovem uma percepção mais entedida no seu espaço cultura-estrutural de mundo. Temos tb o modelo alemão bem mais aperfeiçoado.
Sei que desviei do assunto OlimpÃadas, mas percebemos que a falta de noção dos governantes no estÃmulo para a Educação fará com que tenhamos o poder ou a capaciadade de entender todos as possÃveis maracutaias que podem ocorrer neste grande evento, tão importante em nosso PaÃs. Pelo menos é esta visão que nos passa a mÃdia.
Saudações Tricolores (ainda esperançosas)!
alexxx