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Overtraining: o corpo fala.


Autor: Alex Meneses


Ao colocarmos o nosso corpo em uma atividade ou exercício sistematizado que envolva um alto impacto e, consequentemente, um estresse demasiado, o mesmo pode responder de maneira negativa. Este quadro, muitas vezes, é vendido dentro de uma situação da eterna busca a um corpo perfeito. No entanto, este objeto de desejo tem que ser alcançado de maneira mais estruturada, a partir da lógica da promoção da saúde.

 

As pessoas esquecem que antes, durante e após qualquer atividade, o corpo é envolvido por diversos fatores. Podemos citar alguns, como: trabalho, família, relacionamento conjugal, entre outros. Um atleta de alto desempenho sai de seu trabalho e irá descansar, sendo muitas vezes blindado. O ser humano comum tem outros afazeres. 

 

É neste momento que a recuperação é de extrema relevância no pós exercício, para que cada um possa realizar sua rotina de maneira  eficiente. Observamos que muitos têm a vontade e a disposição, porém a negligência na recuperação pode – invariavelmente - causar síndromes crônicas ou agudas, tudo sendo ocasionado por simples sobrecarga de atividades, que não somente envolvem a ordem física, mas também a psicológica. Esta sobrecarga é denominada Overtraining.

 

Significa uma quantidade maior de exercícios ao que o corpo é capaz de suportar. É agravado por situações como uma dieta desequilibrada e a falta de um descanso apropriado.

 

Quando ouvimos um aluno expor a necessidade de correr e querer fazer uma academia ou treino funcional, parabenizamos pela vontade. Não é fácil criar esta consciência, porém, de qual forma executar é uma das questões mais importantes para não estimular o surgimento do Overtraining.  Já observamos casos em que alunos realizavam três a quatro atividades físicas semanais. A consequência quase nunca é agradável, saindo de uma simples inflamação nos tendões e ligamentos até uma leve depressão pela ausência do esporte.

 

 

Temos dois tipos de Overtraining: Basedovóideo e o Adisonóideo. O primeiro é caracterizado pela estimulação e intensa atividade motora. Fatores como suscetibilidade à fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça frequentes, maior FC de repouso, olheiras, palidez são alguns de seus aspectos, podendo ser amenizadas através da diminuição dos treinamentos específicos, banhos com variação de temperatura, sauna leve. O segundo envolve inibição, fraqueza física, falta de atividade motora, com atenuação dos efeitos colaterais através de alternâncias dos treinos, exercícios de relaxamento, água fria.

 

Acreditamos que existe uma espécie de organograma ideal do bem-estar. As conseqüências do Overtraining podem causar bloqueios em determinados exercícios. Neste sentido, o equilíbrio entre a intensidade e recuperação torna-se necessária.

 

 

Dicas:

 

1- Respeitar os seus limites, principalmente associando o seu histórico e a orientação do profissional;

 

2-    Conseguir adequar uma dieta balanceada;

 

3-    Fazer atividades complementares.

 

4-   O trabalho entre a corrida e a academia ou treino funcional deve ser harmoniosa. Evite realizar exercícios com os mesmos grupos musculares no mesmo dia;

 

5- Criar um hábito de relaxamento de forma direcionada e periódica, como: massagem, acupuntura, alongamento (entre 30 e 40min), entre outros.

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